quarta-feira, 28 de maio de 2014

Atividade física em excesso causa acúmulo de radicais livres:

Radicais livres: mais uma salada de letras que assombra aqueles que se preocupam com a boa saúde e tem na atividade física regular um meio de obtê-la. 

Radicais livres são frações de moléculas, fragmentos, que resultam de todo o processo da produção de energia pelo tecido muscular. Eles são extremamente instáveis e sua ativação causa lesão do tecido muscular. 

Embora o metabolismo exigido na produção de energia para atividade física termine na formação desses radicais, além de outras moléculas, somente o excesso de exercícios, atividade física intensa e prolongada, faz com que o seu acúmulo seja prejudicial à saúde. Excluindo carências nutricionais e doenças, basta que a atividade física seja de intensidade moderada em seu volume semanal para prevenir o problema. 

A atividade física intensa consiste em um consumo máximo de oxigênio e é algo extenuante. Envolve realizar um treino por um período maior do que aquele com o qual estava habituada. Outras características são fazer um treino mais extenuante do que o normal e realiza-lo mais de três vezes por semana. 

No entanto, se por qualquer razão você for obrigado a se submeter a um treinamento intenso, esteja preparado para os efeitos nocivos como consequências do acúmulo desses radicais que vão desde dor devido ao processo inflamatório que se estabelece até grandes destruições de tecido muscular. 

Entre os fatores que desencadeiam a lesão muscular pelo efeito nocivo dos radicais livres, o estresse mecânico vinculado ao excesso, é um dos mais relevantes, principalmente se resultado de exercícios musculares excêntricos. Tratam-se daqueles que vão além da capacidade do músculo de produzir energia e assim ele realiza um movimento contrário a sua ação. Um exemplo disso é o cotovelo que se abre para fora quando a pessoa carrega muito peso. 

Como consequência, há fadiga e perda de força que é maior do que a produzida pelos trabalhos concêntricos, movimento a favor da contração do músculo, embora estes em excesso possam trazer efeito semelhante. 

É fácil perceber que a persistência da alta intensidade dos exercícios de maneira continuada e prolongada leva a danos ao tecido muscular. Estes danos podem ser permanentes e se agravam com a perda natural da força e resistência ocorrida com o passar dos anos. 

Outro ponto principal a ser esclarecido é a ação do oxigênio, ou da falta dele. A atividade física intensa e prolongada impede o adequado aporte de oxigênio, mais uma causa de estresse na produção de energia pelo músculo. Este fenômeno leva a uma menor produção de antioxidantes como as vitaminas A, E, C e de elementos como o zinco e magnésio, essenciais no bloqueio da indesejada ação dos radicais livres. 

Como prevenir o problema

Ficou com má impressão lendo este artigo? Então vamos desfazê-la: pratique atividade física moderada e regular que seus radicais livres serão naturalmente combatidos pela produção adequada de antioxidantes e você continuará usufruindo tudo o que de bom o exercício traz para o nosso organismo. Além disso, mantenha uma dieta balanceada com grande variedade de alimentos.

Matéria publicada no Portal MinhaVida

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Dieta do pai antes da concepção tem papel crucial na saúde do bebê:

Todo o planejamento de ingestão de ácido fólico que as mães costumam fazer antes de engravidar pode ser estendido para os pais. 

Um estudo da pesquisadora Sarah Kimmins, da Universidade McGill, no Canadá, sugere que a alimentação dos pais antes da concepção pode ter um papel igualmente importante na saúde da prole.

A pesquisa teve foco na vitamina B9 (também conhecida como folato ou ácido fólico), encontrada em folhas verde escuras, cereais, frutas e carnes, conhecida por prevenir abortos e defeitos no nascimento. Pela primeira vez os pesquisadores mostram que os níveis de folato do pai pode ser tão importante quanto o da mãe na formação do feto.

- Apesar de o ácido fólico estar presente hoje em uma série de alimentos, os pais que consomem gordura, fast-food ou são obesos podem não ser capazes de de metabolizar o folato da mesma maneira que aqueles com os níveis adequados da vitamina - explica Kimmins. - E sabemos hoje que esta informação será passada adiante pelo pai para o embrião com sérias consequências.

Os pesquisadores chegaram a esta conclusão com testes em camundongos, e comparando a prole de pais com folato insuficiente na dieta com a prole de pais com níveis adequados da vitamina. Eles descobriram que a deficiência de folato paternal estava associada ao aumento de defeitos no nascimento.

- Ficamos surpresos ao ver que havia quase 30% de aumento em defeitos de nascimento nas ninhadas vindas de pais com deficiência de folato - diz Romain Lambrot, do departamento de Ciências Animais da McGil, um dos pesquisadores que participaram do estudo. - Vimos algumas anormalidades severas como deformidades crâniofacial e espinhal.

A pesquisa mostra que há regiões do epigenoma (o que influencia como os genes são ligados ou desligados, como a informação genética é passada adiante) que são sensíveis ao estilo de vida e, particularmente, à dieta. E que esta informação é, por sua vez transferida para o chamado mapa epigenômico que influencia o desenvolvimento e também podem influenciar o metabolismo e doenças na prole, a longo prazo.

Embora seja conhecido que existe no epigenoma um restabelecimento à medida que o esperma se desenvolve, este estudo mostra agora que, juntamente com o mapa de desenvolvimento, o esperma também transporta uma memória do meio ambiente do pai e, possivelmente, até mesmo de sua dieta e escolhas de vida.

- Se tudo correr como esperamos, nosso próximo passo será trabalhar com os colaboradores em uma clínica de fertilidade, para que possamos começar a avaliar em homens a relação entre dieta, excesso de peso e como esta informação está relacionada com a saúde de seus filhos - diz Kimmins.

Matéria publicada no Portal G1.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Bebidas dietéticas podem fazer com que as pessoas comam mais, aponta estudo:

Pesquisadores notaram que pessoas que consomem essas bebidas ingerem mais alimentos sólidos durante o dia. 

Qual sua primeira atitude ao começar uma dieta para perder peso? Para muitas pessoas, o mais natural é começar trocando as bebidas açucaradas por opções sem açúcar, como os refrigerantes diet ou light. Porém, a ciência tem mostrado que essa atitude mais atrapalha do que ajuda! E um recente estudo publicado no dia 16 de janeiro no American Journal of Public Health só vem para ressaltar essa ideia.

Na pesquisa, os estudiosos usaram como base os dados de uma enquete sobre hábitos diários de alimentação feita com quase 24 mil pessoas entre 1999 e 2010, feita com adultos com mais de 20 anos. Eles dividiram as pessoas entre aqueles que consumiam bebidas açucaradas e os que preferiam as dietéticas e perceberam que por mais que o primeiro grupo consumisse um pouco mais de calorias (2351 kcal/dia contra 2203 kcal/dia), as calorias obtidas por alimentos sólidos eram mais altas no segundo grupo (em pessoas com obesidade, a diferença era de 1897 kcal/dia contra 2058 kcal/dia).

A conclusão foi que pessoas com obesidade consomem muito mais bebidas dietéticas do que as outras e mesmo assim possuem um ganho calórico maior com alimentos sólidos, o que demonstra por que não há mudança em seu peso. Um dos motivos, possivelmente, são os adoçantes, que dão a impressão ao cérebro de que você não comeu o suficiente.

Matéria publicada no site Minha Vida.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ingestão de gordura pode agravar osteoporose:

Dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) revelam que 33% das mulheres e 16% dos homens acima dos 65 anos têm osteoporose no País. 

Caracterizada pelo comprometimento da massa óssea, a doença, que predispõe o indivíduo à ocorrência de fraturas, tem feito cada vez mais parte na vida dos brasileiros. Em busca de alternativas para a prevenção da doença, Karin Sarkis, nutricionista do laboratório Fleury Medicina e Saúde, resolveu percorrer o caminho inverso e estudar as mulheres com elevada densidade mineral óssea (DMO), ou seja, o oposto da osteoporose.

Depois de analisar cerca de 21.500 exames de DMO, no período de junho de 2005 a outubro de 2010, a presença de DMO elevada foi identificada em 421 exames. No total, 40 mulheres saudáveis com DMO alta foram incluídas no estudo e comparadas a 40 mulheres com DMO normal. Os resultados demonstram que os principais fatores de proteção associados à elevada DMO em mulheres saudáveis são massa magra e ingestão de proteína. Por outro lado, a presença de gordura corporal, um pior perfil lipídico e a ingestão de gorduras saturadas na alimentação desempenham um papel negativo e têm potencial efeito deletério sobre a massa óssea. 

Por Jornalismo Portal EF.